Ligue o som, pois o barbatuques está nos presenteando com o fundo musical!!!!
todas as fotos deste clip foram feitas pelo fotografo Guma, que no momento esta sendo o nosso fotográfo, quem quiser contrata-lo é so entrar em contato conosco.
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Considerada uma das mais importantes manifestações dos negros escravizados no início do século XIX, a Revolta dos Malês completa 173 anos nesta sexta (25). Consagrada como uma luta política pelo respeito à liberdade, à cultura e contra a imposição do catolicismo durante o período colonial. A data, definida pelos revoltosos, coincidia com o Ramadã, fim do mês sagrado muçulmano.
Planejado por africanos islâmicos, de origem haussá e nagô, o movimento chegou a reunir 600 integrantes. Os líderes eram chamados de “negros de ganho”, escravos que podiam circular pela cidade realizando pequenos trabalhos remunerados. Além disso, tinham a vantagem de saber ler e escrever em árabe, o que ajudava nas trocas de informações. O objetivo era libertar os negros e matar os brancos e mulatos considerados traidores. O pesquisador João José Reis diz que “se o levante tivesse sido um sucesso, a Bahia malê seria uma nação controlada pelos africanos, tendo à frente os muçulmanos.
Próximo ao dia do levante, negros de diversos lugares do Recôncavo Baiano começaram a vir para Salvador, mas as autoridades souberam do plano após a denúncia de uma escrava. A polícia invadiu um dos lugares onde ocorriam os encontros e reuniões dos islâmicos. Os malês conseguiram fugir e reuniram um grupo para atacar a prisão do quartel no prédio da Câmara Municipal. Para Hamilton Borges, do Movimento Negro Unificado, os malês acreditavam que era possível aos negros da Bahia uma articulação contra a escravidão. “Isso é inspirador ao movimento negro no país, a importância da revolta para a atualidade é exatamente a de lutar contra o preconceito e nos incluir na sociedade” diz Hamilton.
Repressão
A revolta tomou a cidade de forma desorganizada, mas havia um número muito maior de soldados bem armados, o que provocou um massacre. Os registros da época afirmam que 70 escravos e 7 policiais morreram no confronto. Centenas de malês foram presos e condenados à morte, castigados ou enviados de volta para África, com a Corte Portuguesa proibindo a transferência de escravos da Bahia para qualquer outro local do Brasil. Apesar da derrota imposta aos insurgentes, a revolta serviu de inspiração para as lutas contra a escravidão e para outros processos abolicionistas que culminaram com a Lei Áurea de 1888.

Na Mitologia Yoruba, Ogun é o Orixá ferreiro, Senhor dos metais, ele mesmo forjava suas ferramentas tanto para a caça, como para a agricultura e para a guerra. Na África seu culto é restrito aos homens, existiam templos em Ondo, Ekiti e Oyo. Foi o filho mais velho de Odudua, o fundador de Ifé.
Um Itan Ifá, explica como o número 7 foi relacionado a Ogún e o número 9 a Oyá.
"Oyá era a companheira de Ogún antes de se tornar a mulher de Xangô. Ela ajudava Ogun no seu trabalho; carregava docilmente seus instrumentos, da casa à oficina, e aí ela manejava o fole para ativar o fogo da forja. Um dia, Ogún ofereceu à Oyá uma vara de ferro, semelhante a uma de sua propriedade, e que tinha o dom de dividir em sete partes os homens e em nove as mulheres que por ela fossem tocados no decorrer de uma briga. Xangô gostava de vir sentar-se à forja a fim de apreciar Ogún bater o ferro e, freqüentemente, lançava olhares a Oyá; esta, por seu lado, também o olhava furtivamente. Xangô era muito elegante, seus cabelos eram trançados e usava brincos, colares e pulseiras. Sua imponência e seu poder impressionaram Oyá. Aconteceu, então, o que era de esperar: um belo dia, ela fugiu com ele. Ogún lançou-se à sua perseguição, encontrou os fugitivos e brandiu sua vara mágica. Oyá fez o mesmo e eles se tocaram ao mesmo tempo. E, assim, Ogún foi dividido em sete partes e Oyá, em nove, recebendo ele o nome de Ogún Mejé e ela o de Yansã, cuja origem vem de Iyá mésan - a mãe transformada em nove"
Ogum ou Ogun é um orixá africano, é a divindade do ferro e protetor de todos que trabalham com esse metal: ferreiros, agricultores, escultores, mecânicos e dos militares.