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7 de fevereiro de 2008

DONA DO FOGO


A espada é seu exército, de tempestade colhe o ventre da Mãe Terra
Semeia em raios e trovão, igual lambada de serpente
E no temporão, vence a guerra .
Eloyá, dona do fogo
Relampeia o céu em faísca
De carmim, rastro de ouro
Incandecente brasa que pisca .
Valei-me, minha Santa Bárbara, mulher bonita, valente
Voraz, comanda a batalha
Pé no chão, quebrando corrente .
" Eparrei ", Oya de Xangô
Maracatu tem rei, e rainha
Rufa tarol, ecoa tambor
O gonguê de Ogun anuncia
Acarajé, dendê, pitanga, aroeira,
Ferro e cobre pra presentear
À moça bela e guerreira
Pra um dia se casar
Dança e segura o saiote
Parece curisco de arrasto
Barra vento, chicote de açoite
Manda embora o mal presságio
Grita ilá, para os filhos de fé, anunciando que chegou
Iansã, guerreira fêmea, Deusa africana Nagô .
Foto : Acervo do museu Afro-Brasil
Poema :Mônica Santos (Jan.2006/Fev.2008)

Um comentário:

Paulo disse...

Afufa a alfaia,
Moniquina,
Levanta a saia,
Bota o pé no pé-de-moleque,
Requebra com gingado,
Bota a mão no couro,
Bate na cadência do congado!

Paulo Gaia