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25 de abril de 2008

VARAL CULTURAL.

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Umoja participa do 2ª edição do varal cultural.

24 de abril de 2008

QUESTÕES!!!!!!!

TNP –TEATRO NEGRO DE PENDENGA
Teatro – Representação ou farsa reveladora
Pendenga – Richa, briga, conflito, confusão
Negro – Sujeito de pele escura, origem africana, estereotipado pelos traços e melanina, o outro sobre o qual se projetam mil imagens humanidade rebaixada.
Uma proposta de Salloma Salomão Jovino da Silva
O que se entende por teatro hoje?
Há um teatro negro no Brasil?
Qual o legado do TEM?
O que diferenciará um teatro negro das demais expressões?
Como lidar com textos teatrais escritos, geralmente por “não negros (as)” sobre os negros (as)?
Qual o lugar de Arena Conta Zumbi na experiência cultural do Movimento Negro contemporâneo?
Quantos textos teatrais escritos por autores negros podem ser identificados no século XX?
Qual o papel exercido pela expressão teatral no universo das práticas artísticas, culturais e políticas negras na África, na diáspora e no Brasil no século XX?
Que textos de autores (as) negros (as) podem ser pesquisados, lidos, apropriados, difundidos?
Teatro assim como as demais formas artísticas ocidentais hoje é só lixo. Como o teatro foi jogado ao lixo, pode ser apropriado por aqueles que vivem quase que essencialmente de lixo.
Um teatro é negro quando seus criadores invocam para si uma origem negro-africana.
Um teatro é negro quando coloca a perspectiva diaspórica africana como ponto de partida e chegada.
Um teatro é negro quando tem consciência que nem o negro nem o africano não existem por si e para si mesmos.
Um teatro é negro quando dramático, sarcástico e cômico, quando saber ser sincrônico, dissonante e diacrônico, é simpático mas diacrítico.
Um teatro é negro quando é capaz de virar as costas e tapar os ouvidos a tudo que se espera de um teatro negro.
Um teatro pode ser a vazão dos que vivem a margem do consumo do teatro para entreter, eles é que podem inventar um teatro que não depende dos espaços convencionais de encenação.
Pode ser um teatro fugaz, calcado na intervenção da vida cotidiana da metrópole ou de qualquer outro lugar.
Pode ser um teatro que abra mão a busca do inusitado, porque muita coisa nesse sentido já foi experimentado.
Pode ser um teatro efêmero fundado em um desejo insuportável de viver para além dos muros do conformismo cultural, social, político e estético.
Pode ser um teatro para revolver o lixo, os cadáveres, os micróbios, os seres rejeitados da vida urbana.
Um com ou sem espaço próprio, mas que não dependa dele, mas pode tê-lo para revolver o lixo das relações inter pessoais, inter sociais, inter nacionais, e inter raciais .
Revolver o lixo não é removê-lo é colocá-lo ao sol para que feda, para que exale.
Um teatro negro capaz de teatralizar Ali Kamel, Gloria Maria, Senghor César, Unipalmares, Abdias, Lélia Gonzalez, Grande Otelo, e nóis todos.
Um teatro capaz de dramatizar nossos conflitos, dando alguma dignidade para as migalhas que caem da mesa no chão da política partidária e da política formal onde se digladiam, na disputa por um alimento cujo preço é subserviência das “lideranças” negras cooptadas.
Por um teatro negro capaz de teatralizar as expressões, gestos e textos da Ministra Matilde Ribeiro em cadeia nacional de TV, tentado explicar aquilo que ninguém queria ouvir. Ela já fora julgada ao nascer.
Um teatro negro que não se importe em ser atacado, pois já é em si uma reação.
Um teatro negro capaz de teatralizar a política social de Sergio Cabral que caça negro-mestiços em safáris urbanos utilizando helicópteros e armamento pesado sob nossos olhares estarrecidos e aplauso da mídia ressentida com o assassinato do jornalista negro-mestiço, especializado em meter o pé na lama.
Um teatro negro capaz de vomitar fragmentos Paulo Eiró e Jorge de Lima, canções do Candomblé Angola, passagens do velho testamento

22 de abril de 2008

Césaire no Orum



Poeta e político Aimé Césaire, da ilha da Martinica, no Caribe, morreu dia 17 de abril aos 94 anos de idade em umhospital de Fort-de-France, onde estava internado havia uma semana por problemas cardíacos.
Companheiro de luta e amigo de Léopold Sédar Senghor, primeiro Presidente do Senegal, Aimé Césaire consagrou toda a suavida à política e à escritura.Césaire publicou em 1939 "Le Cahier d`un retour au pays natal" (Caderno de Regresso ao País Natal), uma coletânea de poesia tranformada num clássico da literatura negro-africana, e criou com Senghor e Léon Damas o conceito da Negritude. Além do emblemático livro, a publicação, nos anos 50, de seu "Discurso sobre o Colonialismo" amplificou o eco de suasposições no Caribe e na África e contribuiu para dar a sua obra um caráter universal.
Sentindo-se tanto Africano como Martiniquês, Aimé Césaire participou em todas as lutas contra o colonialismo e o racismo.Este engajamento conduziu-o à política ativa, tornando-se Presidente da Câmara Municipal de Fort-de-France em 1945 quandotinha 32 anos de idade. Foi durante anos deputado da ilha de Martinica e prefeito da capital, permanecendo como prefeito de honra até sua morte. Aimé Césaire retirou-se progressivamente da vida política em 2005.
Césaire merece ser lembrado e lido sempre.
Fontes: Angola Press e Folha de São Paulo, Quilombhoje

17 de abril de 2008

QUEM SOMOS?

Somos um grupo que trabalha com diversas linguagens artísticas referentes à cultura afro-brasileira: danças populares e afro, percussão dos diversos ritmos: coco, maracatu, samba de roda, ciranda, jongo, samba de partido alto e afoxé. Ao todo somos 16 participantes com formações e referências artísticas totalmente diversas, tais como: autodidatas, pesquisadores acadêmicos, artistas em processo de formação.
Contamos com atores, bailarinos, músicos, percussionistas, figurinistas, e produtores, com diversas idades que pela identificação com o universo da cultura popular e afro-brasileira se agrupam no Umoja, nome que na língua africana Swahili significa UNIDADE.
O grupo existe há um ano e meio com este nome e formação, no entanto, a maioria de seus integrantes são oriundos de outros grupos e experiências de muitos anos em nossa comunidade. O grupo Umoja tem consciência de que em seu trabalho está implícita todas as questões referentes à luta do negro no país justamente por ter em sua formação negros e mestiços, por pesquisar as manifestações, a história e a teoria afro-brasileiras, além das discussões em grupos sobre as diversas experiências pessoais. Neste sentido, a expressão do Umoja não pretende ser aquela que a todo instante fala do racismo, preconceito e dificuldade em ser negro no Brasil, e sim das formas de resistência que o negro tem construído ao longo destes anos, principalmente através de suas expressões artísticas, proporcionando o acesso à história e a cultura do negro no Brasil através do olhar do próprio negro

14 de abril de 2008

A oficina, o afoxé, o mestre Môa...

Com muita simplicidade o Mestre Môa do Katendê, veio nos prestigiar com o seu conhecimento. Durante quase três horas mestre Môa falou de sua vida, de sua experiência musical, de sua resistência na luta do povo negro, dançou, cantou, tocou. O povo do Umoja agradece ao Mestre pela dedicação com que nos ensinou.Vida longa, e muito Àsé.






7 de abril de 2008

UMOJA PROMOVE 1ª OFICINA DE AFOXÉ COM MESTRE MÔA DO KATENDÊ NO BLOCO DO BECO

Mestre Môa do Katendê é baiano de Salvador Artista ligado as Tradições Afro-baianas, compositor, dançarino, capoeirista, ogã-percussionista, artesão e educador, tendo descoberto suas raízes aos oito anos no Ilê Axé Omin Bain, terreiro de sua tia e incentivadora.Mestre Môa é um verdadeiro representante da cultura afro brasileira.
Atualmente Mestre Môa desenvolve diversos workshops e oficinas pelo brasil e o mundo. dissemina seus ensinamentos engrandecendo a arte e a cultura afro brasileira,mostrando que todas as suas manifestações estão e estarão sempre ligadas a uma mesma raiz.
INSCRIÇÕES LIMITADAS

4 de abril de 2008

Festa Umoja pela lente de Guma

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Ligue o som, pois o barbatuques está nos presenteando com o fundo musical!!!!

todas as fotos deste clip foram feitas pelo fotografo Guma, que no momento esta sendo o nosso fotográfo, quem quiser contrata-lo é so entrar em contato conosco.

Nanã a dona do Barro

Foto Guma